sábado, 27 de junho de 2009

Onze questões sobre a crise no Irão




1. Estará o Irão a entrar em processo de transição, naturalmente violento, pois regimes como aquele estão tão desprovidos de legitimidade que a única solução que se oferece para a sua substituição reside na capacidade da oposição em forçar a queda por atacado da autoridade existente ?


2. A luta em curso é um conflito interno entre facções do regime, ou o início de um levantamento generalizado em que os chamados "reformistas" estão condenados a ser ultrapassados pela dinâmica de contestação que propiciaram ?


3. O regime está a tentar interpretar o clamor de liberdade, fazendo crer ao mundo que há um sector que consegue compatibilizar os princípios da teocracia com a liberdade de escolha e a soberania popular ?


4. As forças armadas ter-se-ão libertado da sujeição aos Guardas Revolucionários e procuram encontrar na contestação popular autorização tácita para uma intervenção que torne possível substituir um regime intrinsecamente anacrónico por um regime autoritário característico de países em vias de desenvolvimento ?


5. Os iranianos ter-se-ão aproveitado do complexo de inferioridade de um regime liberticida que ilude o monolitismo com eleições e resultados por encomenda ?


6. A classe média urbana terá capacidade para forçar uma partilha do poder com o Líder Supremo e o Conselho dos Guardiões, afastando da ribalta Ahmadinejad e a sua vasta clientela proletária ?


7. A contestação em curso não estará a ser instrumentalizada pelo clero ameaçado pela crescente autonomia do presidente e do governo ?


8. Na eventualidade da agudização da contestação e repressão que sobre esta se abaterá mais tarde ou mais cedo haverá alguma possibilidade para apaziguamento, ou o Irão está a entrar definitivamente em processo revolucionário que culminará com a desagregação do regime?


9. Qual a capacidade da verdadeira oposição - monárquica e democrática - em constituir-se em força de superação e impor um regime fundado nas premissas que legitimaram o Xá como agente de desenvolvimento económico e social e fautor da igualdade jurídica entre cidadãos ?


10. Na eventualidade de uma vasta insurreição, o Ocidente - tão confuso e tão inconsciente - permitirá o renascimento de um Irão moderno - grande potência regional - que será, uma vez mais, o elemento de equilíbrio num Médio Oriente condicionado pelo poder incontestado de Israel ?


11. Israel permitirá desta vez o surgimento de um Irão monárquico e democrático, ou persistirá na preferência pela existência de um regime pária que mobiliza o medo de europeus e norte-americanos e lhe garante o exclusivo da confiança do Ocidente na região ?


São estas, em síntese, as coordenadas da crise iraniana a que só o desenrolar dos acontecimentos dará resposta ao longo das próximas semanas. Tudo está nas mãos dos iranianos e nas chancelarias ocidentais.

Da burca e dos calções curtos



Sarkozy pronunciou-se pela pragmática do trajar à ocidental no Ocidente, recusando o relativismo civilizacional e afirmando que especificidades não cabem no corpo da república francesa. É a velha questão da soberania do Estado sobre os cidadãos que o liberalismo francês sempre afivelou. Não há cidadania sem o acatamento do império da lei, lei que é para todos e não tolera excepções. No discurso de Sarkozy está, sem tirar, tudo o que a Revolução impôs como dogma do contrato político: o Estado é a instância de autoridade certificadora e produtor de direitos e liberdades a os cidadãos se devem submeter, no pressuposto que a vontade geral produziu um determinado tipo de comunidade política organizada em Estado. Estas questões não se punham no tão insultado Antigo Regime, onde os súbditos detinham as liberdades decorrentes das suas especificidades - regionais, profissionais, religiosas - e delas podiam fazer uso conquanto não ofendessem a ordem pública.


A burca é um pretexto e não podemos exagerar-lhe a importância. Quem diz a burca, diz a djebala, a exibição de crucifixos ao peito, o kipá judaico, as botachas madeirenses ou a branqueta e o saiote dos sargaceiros da Apúlia. O trajo "europeu" é invenção da burguesia e não me parece que é no trajar que se pode ofender a ordem pública. Quando a vaga ocidentalizadora se abateu sobre os Estados em busca de respeitabilidade e reconhecimento pelas potências ocidentais, as autoridades locais impuseram a pragmática ocidental no trajar, da Turquia ao Egipto, do Sião ao Japão. Estar vestido à ocidental era exibir civilização.


Contudo, a verdade é que a burca passou a ser nos últimos dez ou quinze anos um elemento carregado de intencionalidade para quem o veste. Na Europa, quer dizer : "eu não me submeto às vossas leis", "sou contrária às leis que proclamam a igualdade da mulher e do homem", "a minha tradição específica está acima do império das vossas leis". É um declarado acto de provocação, sem dúvida, podendo ser interpretado como auto-exclusão e, até, recusa de um tipo de sociedade e dos valores sobre os quais esta se estabelece. No sudeste-asiático anterior à recepção do fundamentalismo islâmico, as mulheres há muito que haviam deixado de exibir os véus, os crepes e as máscaras. Só quando as multimilonárias fundações árabes iniciaram a política de difusão de um certo modelo de islão - o wahhabita - e os iranianos levaram para Teerão milhares de bolseiros oriundos da Malásia, Indonésia e Tailândia, as falsas "raízes" do Islão voltaram a fazer moda entre populações com substrato absolutamente distinto do árabe ou do iraniano.


Espanta-me que os muçulmanas se deixem subjugar pela burca. Vejo, com frequência, aqui na Tailândia, milhares de turistas oriundos do Golfo. Eles, de calções e camisas de alças, cuspindo altaneiramente na tradição do "trajar à árabe"; elas, cobertas de negro da cabeça aos pés, com mascarilha ou véu, docilmente submetidas à tradição. Aqui reside a certeira crítica. Para o Islão dito moderno, a mudança é aceite pelos homens e para os homens. Para as mulheres, o chicote da tradição. Neste aspecto, Sarkozy tem plena razão. Felizmente, a "revolução islâmica" parece estar a aproximar-se do fim. Teve o seu período de expansão e contaminação, mas no seu elã não conseguiu evitar discutir com o mundo moderno aquilo que não é específico e local, mas universal. O Islão vai perder, pois não mais fez que agarrar-se desesperadamente a um tipo ideal sociedade e à mítica ideia a-histórica da superioridade da "civilização árabe". Podem estar certos que ainda veremos de novo as iranianas de calções e as muçulmanas do sudeste-asiático de cabelos ao vento. A hipocrisia acaba, sempre, por perder.

VIAGEM DE TREM NA ÁFRICA



















Campanha Publicitária Hortifruti‏
















Você já chegou a este nível?‏ Cuidado!!






PONTOS DE ÔNIBUS PELO MUNDO!

Ponto de ônibus são excelentes locais para se fazer marketing e propagandas em geral. Causam certa simpatia na população devido à sua utilidade de proporcionar descanso ( para alguns ) e abrigo em caso de chuva e sol forte.
Mas quem disse que esses abrigos têm que ser feios, e com cartazes ridículos colados? A tendência mundial é colocar uma interatividade entre o usuário e o ponto de ônibus. Um prato cheio para as campanhas publicitárias.
Eis algumas paradas de ônibus pouco convencionais espalhadas pelo mundo


Um balanço de pracinha colocado em um ponto de onibus em Londres.

Mais uma parada de onibus em Quicksilver, dessa vez com uma prancha de surf servindo de banco.


A 3M confia tanto em seus vidros blindados que colocou uma verdadeira fortuna no ponto de onibus. Só não sei em que páis é. Mas certamente a grana não está em Euro.


Ponto de onibus nas ilhas Shetland, possui até televisão. ..Ê VIDÃO..


Ponto de onibus melancia no Japão.


Em Quicksilver a vida se leva na esportiva. Esse ponto de onibus possui uma mini pista de skate, mas provavelmente quem vai brincar lá não está interessado em pegar onibus.


Acredite, esse treco louco é uma parada de onibus que fica na Califórnia. Periga perder o onibus enquanto se admira a escultura.


Simples e bem bolada propaganda na Alemanha colocada em um ponto de ônibus para divulgar o Filme dos Simpsons


Ah nada como alguns petro-dólares para bancar um ponto de ônibus com ar-condicionado como esse para fugir do calor infernal de Dubai, na Arábia.


Parada de ônibus criada para relaxar enquanto o busão não vem. Certamente não daria certo aqui no Brasil.


Parada de ônibus Star Wars, que se acende a noite, mostrando os sabres de luz


Ponto de ônibus na Austrália com a propaganda dos correios, convidando você a personalizar os selos postais.


Enquanto isso no Maranhão-Brasil...